quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Internacionalização: um exercício de lógica

Tempos de crise são particularmente pródigos na concepção de soluções simples para problemas complexos e na repercussão de obviedades esquecidas na normalidade, tais como a máxima de que não se deve gastar mais do que se ganha, por exemplo.

Igualmente negligenciada em tempos de bonança é a opção pela diversificação de mercados, receita equivalente à de não se colocar todos os ovos em uma única cesta. Ora, é elementar que a exploração de múltiplas praças leve à pulverização tanto do risco, quanto do impacto de eventuais oscilações localizadas.

Em artigo para a revista AméricaEconomia, Andrés Almeida analisa o ranking das empresas ditas multilatinas, que através do crescimento geográfico continental obtiveram resultados comprovadamente superiores. Entre elas, destacam as colombianas ISA (eletricidade), Sura e Bancolombia (finanças) e as mexicanas Sigma (alimentos) e Aeromexico (transportes) como as que mais se internacionalizaram. Dentre as brasileiras com movimento semelhante estão nomes como Votorantim, Weg, Natura, CSN e TOTVS.

Almeida ressalta com propriedade que não basta se apelar para a exportação sempre que o mercado doméstico vai mal. Atuação no exterior deve ser uma ação permanente. Desde a década de 1970 e do “milagre econômico”, do caos nas eras Sarney e Collor, sabe-se que recuperar um mercado perdido ou abandonado custa muitas vezes mais que sua conquista original.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Os ares da mudança


Enquanto as circunstâncias políticas que levaram ao resultado inédito na eleição municipal de ontem são largamente conhecidas, não menos pungente é a anunciada mudança de mentalidade na administração da Cidade.

Ao adiantar a intenção de privatizar o Parque do Anhembi e do Autódromo de Interlagos, entre outros, o prefeito-eleito confirma seu compromisso de campanha com o “Estado mínimo’. Além disso, reabre uma avenida a possíveis programas de PPPs municipais, sumariamente descartados nos últimos anos, apesar de sua grande valia perante uma realidade de carência de recursos e gritante atraso na infraestrutura urbana.

Sem prejuízo das devidas correções de rumo e do urgente resgate da zeladoria como um todo, requer-se do futuro alcaide que saiba utilizar a força da vitória em primeiro turno para implementar políticas públicas audaciosas, que não estarão imunes a eventuais resistências que se insurgem mesmo às medidas de bom senso que, neste caso, podem permitir a São Paulo recuperar algum terreno perdido na atração de investimentos e geração de riqueza sustentável a longo prazo.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Caminho


Durante evento em seu Consulado Geral, Pedro Marques, Ministro do Planejamento e Infraestruturas de Portugal, afirmou que, a exemplo do que o foi para as empresas lusitanas, também para as brasileiras a saída para a crise está na internacionalização.